A faringite é uma inflamação da faringe, geralmente associada a dor de garganta, dificuldade para engolir e febre. Embora episódios isolados sejam comuns, algumas pessoas sofrem com faringites de repetição, que ocorrem diversas vezes ao longo do ano e impactam diretamente a qualidade de vida.A faringite é uma inflamação da faringe, geralmente associada a dor de garganta, dificuldade para engolir e febre. Embora episódios isolados sejam comuns, algumas pessoas sofrem com faringites de repetição, que ocorrem diversas vezes ao longo do ano e impactam diretamente a qualidade de vida.

Por que algumas pessoas têm faringite de repetição?

    • Exposição constante a ambientes fechados e com aglomeração;

    • Histórico familiar de infecções respiratórias frequentes;

    • Presença de doenças alérgicas, como

      A principal causa das faringites de repetição é uma predisposição individual à infecção por estreptococos, especialmente o Streptococcus pyogenes (grupo A), uma bactéria altamente contagiosa e agressiva. Pacientes com essa tendência geralmente apresentam uma resposta imunológica menos eficaz contra esses micro-organismos, permitindo que a infecção se instale repetidamente.

      Além disso, há fatores que aumentam essa suscetibilidade, como rinite alérgica ou asma.

Alergias respiratórias: fator de risco pouco reconhecido

Pessoas com alergias respiratórias têm uma mucosa das vias aéreas mais sensível e inflamada. Como resultado, há maior facilidade para a entrada de agentes infecciosos como vírus e bactérias. Nesses casos, a faringite de repetição pode estar relacionada não apenas a uma infecção recorrente, mas também a um desequilíbrio imunológico associado à alergia mal controlada.

Por esse motivo, o controle adequado das alergias é essencial para prevenir novos episódios de infecção.

Quais são os riscos de não tratar a faringite de forma adequada?

Ignorar episódios frequentes de faringite ou tratá-los apenas com antibióticos, sem investigar a causa subjacente, pode trazer consequências sérias, como:

  • Aumento da resistência bacteriana ao uso repetido de antibióticos;

  • Desenvolvimento de complicações, como abscessos periamigdalianos e febre reumática;

  • Piora progressiva da imunidade local, favorecendo infecções mais graves;

  • Quadro crônico de dor e inflamação, com impacto na alimentação, sono e bem-estar.

Portanto, é fundamental buscar um tratamento de base, que vá além do uso de antibióticos isolados.

Imunoterapia e vacinas imunoestimulantes: alternativa moderna

Uma abordagem inovadora e eficaz para pacientes com faringite de repetição é o uso de vacinas imunoestimulantes, também chamadas de imunoterapia bacteriana.

Essas vacinas contêm fragmentos inativados de bactérias comuns das vias respiratórias, como o próprio estreptococo. Dessa forma, elas têm como objetivo modular o sistema imunológico, aumentando sua capacidade de defesa sem os efeitos colaterais dos antibióticos.

Os benefícios incluem:

  • Redução na frequência e intensidade das infecções;

  • Menor necessidade de uso de antibióticos;

  • Estímulo da imunidade de forma natural e progressiva;

  • Melhora na qualidade de vida do paciente.

Consequentemente, o paciente ganha mais resistência e autonomia frente às infecções respiratórias.

O tratamento deve ser indicado por um médico, após avaliação clínica e, em alguns casos, exames laboratoriais ou testes de sensibilidade imunológica.

Perguntas frequentes

1. Faringite de repetição pode ser causada por vírus também?
Sim, mas nas formas recorrentes, a bactéria Streptococcus pyogenes é a principal responsável. Infecções virais costumam ser autolimitadas e menos frequentes.

2. Existe relação entre rinite alérgica e faringite de repetição?
Sim. A rinite provoca inflamação da mucosa nasal, facilitando a entrada de bactérias na garganta e aumentando o risco de infecções recorrentes.

3. O uso contínuo de antibióticos resolve o problema?
Não. Pelo contrário, pode piorar a situação ao gerar resistência bacteriana. O ideal é tratar a causa de base com abordagens imunológicas e preventivas.

4. A imunoterapia com vacinas é segura para crianças?
Sim. Existem protocolos específicos para diferentes faixas etárias, inclusive pediátricos. O acompanhamento médico é essencial.

5. Quanto tempo dura o tratamento com vacinas imunoestimulantes?
Depende do protocolo adotado, mas geralmente varia entre 6 e 12 meses. Os efeitos protetores podem se manter por muito mais tempo.

Referências bibliográficas:
ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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by Dra. Laira Vidal

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